E d i t o r i a l

O gigantesco abismo salarial entre as carreiras do funcionalismo

15/06/2012

Já faz anos que a AGASAI levanta a questão sobre as diferenças salarias existentes no funcionalismo público federal. Enquanto carreiras são justamente bem remuneradas, os trabalhadores que, principalmente, executam tarefas ligadas ao atendimento do público, ganham salários irrisórios se comparados com a responsabilidade de seus cargos.

Essa realidade mais uma vez veio à tona, quando no último dia 26 de maio, o jornal carioca O Dia publicou uma tabela da remuneração por hora trabalhada de praticamente todas as carreiras do serviço público. A matéria chamada de “Abismo salarial na União” mostra claramente que entre a carreira melhor remunerada e a pior há realmente um abismo gigantesco. Enquanto o topo da carreira atinge um teto de R$ 98,50 por hora trabalhada, um funcionário de nível auxiliar do PCC ganha no máximo R$ 7,80, ou seja, 12 vezes menos.

Não estamos aqui dizendo que os salários pagos ao topo da tabela são exagerados, pelo nível de complexidade e técnica que o serviço exige, o salário é justo e em alguns casos poderia ser até maior. O que a AGASAI, representante dos aposentados e pensionistas do serviço federal do RS, não aceita é a diferença abissal existente entre os maiores e menores salários e a omissão de sucessivos governos em corrigir essa distorção.

Sempre perguntamos o por quê de funcionários que trabalham diretamente com as camadas mais carentes da população terem os piores salários e as piores condições de trabalho. Como exemplo podemos citar os funcionários da saúde (técnicos, enfermeiros, médicos, administradores), que atendem centenas de pessoas diariamente nos insalubres hospitais e postos públicos em todo Brasil. Enquanto, por exemplo, um técnico de nível médio da maioria dos Ministérios recebe por hora trabalhada R$ R$ 57,00 no teto, um funcionário da Saúde recebe R$ 10,32. Qual a diferença gritante que existe entre essas duas funções para que o servidor da Saúde ganhe 5 vezes menos? Não há resposta. O que nos leva a pensar em discriminação.

Essa situação se repete em todos os Governos. Sindicatos e Confederações falam em reajustes lineares, mas como apoiar a linearidade enquanto essas discrepâncias continuarem? Impossível.

A AGASAI, vai continuar denunciando esse fato, subscrita pelo apoio dos seus milhares de sócios. Esperamos que em breve essas distorções sejam finalmente corrigidas e a justiça se faça presente entre as carreiras que fazem parte do funcionalismo.

Clique aqui e veja a tabela publicada no jornal O Dia

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