Servidores públicos complementam renda como motoristas do Uber



29/09/2017


Está cada vez mais frequente encontrar servidores públicos dirigindo carros vinculados a aplicativos como o Uber. A justificativa é de que o salário recebido dos órgãos aos quais estão ligados não está sendo suficiente para cobrir as despesa mensais de casa.

Segundo os servidores, não há nada que os impeça de usar o tempo livre para fazer uma renda extra, pois aplicativos como o Uber não exigem um contrato formal de trabalho. Basta fazer um cadastro por meio da internet. Esses cadastros não são acompanhados pelo governo. A maior parte dos servidores que têm recorrido aos aplicativos de transportes como fonte de renda trabalha apenas meio expediente, ou seja, seis horas.

Aqueles com carga horária de oito horas emendam a jornada no Uber ou no Cabify. Dirigem mais por cinco ou seis horas. “Estou no Uber há seis meses”, diz um servidor que trabalha em uma das secretarias vinculadas diretamente à Presidência da República. “Como só entro no trabalho depois do almoço, aproveito toda a manhã livre para fazer esse serviço de transporte”, acrescenta.

Conflito
Esse mesmo servidor afirma não ver nada de errado em conciliar seu trabalho formal — é concursado há sete anos — com os serviços prestados por meio de aplicativos. “Não há conflito de interesses. O que faço no governo não tem nada a ver com a prestação de serviços de transportes”, destaca.

Outro servidor, que trabalha na área de segurança de um Tribunal de Justiça, assegura que comunicou a seu chefe direto que estava fazendo serviços de transporte por aplicativos para complementar a renda mensal. “Em nenhum momento, houve questionamentos ou proibição”, diz. Para os servidores, a grande maioria das pessoas acredita que todo o funcionalismo público ganha muito bem. “Isso vale para 20% do pessoal. Aqueles que estão nas chamadas carreiras de Estado, no Legislativo e no Judiciário. Os demais, ganham bem menos”, afirma um terceiro servidor, que presta serviços tanto pelo Uber quanto pelo Cabify. “Foi a melhor coisa que fiz. Há meses em que consigo tirar entre R$ 4 mil e R$ 5 mil livres”, revela esse servidor.

Segundo ele, “a Esplanada inteira sabe que servidores estão trabalhando nos serviços de aplicativos de transporte nas horas vagas. Particularmente, acho a coisa mais normal do mundo”, conclui.


Blog do Vicente
Fim da impressão dos contracheques
Desde maio de 2015, o funcionalismo público federal não recebe mais seu contracheque no papel. Talvez seja a única classe trabalhadora que não tem mais seu comprovante de pagamento impresso. Leia mais
Inativos do serviço público pagam duas vezes para se aposentar
Desde a reforma previdenciária de 2003, aposentados que ganham acima do teto da previdência pagam, sobre o excedente, 11% contribuindo com o caixa do Governo para cobrir rombos de outras esferas públicas. Leia mais
Serviços
Você sabe quais serviços a AGASAI oferece aos seus associados? Conheça tudo que uma Ebtidade pode fazer para tornar a sua vida mais tranquila. Leia mais
Editorial
O gigantesco abismo salarial entre as carreiras do funcionalismo
Leia mais


Clique para acompanhar a movimentação do cartão Convênio AGASAI
Clique para conferir a movimentação do seu cartão Unik - AGASAI
Clique para acompanhar a movimentação do cartão AGASAI - Unik
Notícias da AGASAI
Cadastre seu e-mail para receber o boletim semanal de notícias da Associação



 

Siga a AGASAI no Twitter Curta a AGASAI no Facebook